Gestão documental em crescimento

A cumprir 28 anos de actividade, a IRIS revelou esta semana as suas linhas estratégicas para 2015, com ambição de crescimento reconhecida pela necessidade de contratar recursos humanos em vários países.

“Há uma aposta no desenvolvimento internacional da empresa”, afirmou o seu fundador e CEO, Pierre de Muelenaere, durante o evento anual IRISLink, que decorreu em Bruxelas esta quarta-feira.

Após mais de um ano da aquisição pela Canon – embora agindo de forma independente -, a IRIS prossegue 23 anos seguidos de lucros operacionais, sem dívida. Os valores concretos não podem ser revelados por a empresa estar cotada.

A empresa não está presente directamente em Portugal. Em termos mundiais, diz estar no top 3, acompanhando uma empresa norte-americana e outra russa.

Uma das apostas mais recentes fora do seu território mais europeu ocorre nos EUA, desde há três anos. O crescimento no ano passado na região, onde enfrenta uma forte concorrência mas conseguiu 10 novos parceiros no ano passado, foi de 167% nas soluções corporativas.

Negócio a evoluir para soluções e cloud
A IRIS está separada nas divisões de produtos e tecnologias (P&T, segmentada nos canais” consumer”, VAR/OEM/BPO e Canon) e soluções profissionais (PS), sendo esta responsável por dois terços do negócio global.

O líder da divisão PS, Stephan van Herck, considera que a oferta agora “já não é sobre bits e bytes mas sobre soluções”, até porque a vantagem de terem “soluções testadas num cliente podem depois ser partilhadas com outros”.

O foco da empresa, pelo discurso do CEO, está agora nas soluções móveis de digitalização – os clientes querem mais, de tablets a outros dispositivos para a captura e registo de documentos em mobilidade. Entre 2004 e 2014, a IRIS digitalizou 900 mil páginas em scanners móveis, devendo este ano atingir o primeiro milhão.

IRIS

Naquele que já é “o maior evento de TI na Bélgica”, segundo De Muelenaere, este chamou ainda a atenção para a convergência na gestão de “inputs” e “outputs” de documentos (também pela associação à Canon) e o foco no cliente, para maximizar o retorno do investimento, mas também para um negócio que está a evoluir para a cloud.

Neste caso, o responsável financeiro da empresa, Denis Hermesse, referiu um crescimento de mais de 20% no negócio, em conjunto com as “managed operations”. Por isso, optam por denominar esta oferta mista de ” arquitectura híbrida”.

Em termos de taxa de crescimento dos negócios conjuntos entre a IRIS e a Canon, esta atingiu os 19%. As empresas estão ainda a cooperar na investigação e desenvolvimento na Canon Japan, para as áreas de cloud, mobilidade e reconhecimento óptico de caracteres (OCR).

Relativamente a patentes, a IRIS regista “três a cinco por ano”, segundo o CEO, que embora sendo da empresa podem ser usadas pela Canon.

“Estamos com uma situação financeira forte e desejo de crescer”, disse o CFO. “Há uma clara procura por este mercado, que tem um crescimento de 20% ano a ano”, referiu igualmente van Herck.

Fonte: Computer World

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